sábado, 9 de julho de 2011

Sou mais eu!

A coisa mais importante do mundo é conseguir amar a si mesmo. E também, a coisa mais difícil. Com erros e acertos somos completos e nada vai mudar isso. Essa deveria ser uma tarefa simples, mas não é. Constantemente, busca-se alguém para dizer o quanto somos ou podemos ser bons. Muitas vezes precisamos da aprovação do outro para acreditar que valemos à pena. Por que outra opinião além da nossa deve ser tão considerada se por vezes as pessoas só se preocupam com críticas destrutivas, acusações e nenhuma aprovação ou incentivo? Uma vida de farsa e covardia é mais importante que uma vida plena e cheia de verdade? A corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Para que permitir ser o lado mais fraco? Não há motivo para temer e muito menos para ter vergonha. As falhas e defeitos são comuns ao ser humano, seja ele quer for e esteja onde estiver.
Ninguém viverá para sempre, nem o rico e nem o pobre. Todos têm uma única chance de fazer a diferença e esse tempo, ou a falta dele, é o nosso maior inimigo, age contra nós sem o menor pudor. Tira momentos preciosos, pessoas preciosas, amigos preciosos e algumas vezes a nossa coragem e fé. Traz dúvidas a respeito do que é certo para nós e questionamentos, por exemplo: se existe um destino traçado antes de nascermos ou se realmente temos poder de escolha. Quantas vezes alguém decidiu por nós? Quantas vezes gostaríamos de ter recuado em momentos cruciais? Ou de ter avançado quando era possível? Há se eu tivesse falado aquilo... Será que se eu tivesse ido às coisas teriam sido diferentes? Talvez. Quem pode saber ao certo? Não somos os donos da verdade e nem espertos o suficiente para antever situações catastróficas que mudam o rumo de nossas vidas. Mas, somos resistentes e devemos ser resilientes o suficiente para nos adaptarmos ao novo e tirarmos proveito de todas as situações vividas diariamente.
Deixar de lado bons valores para se moldar a alguém é o maior crime cometido contra a essência do ser. É o maior sinal de autossabotagem e torna-se evidente o quanto alguns tem baixa autoestima e por isso lançam todas as suas fichas no outro para não olhar para si mesmo. Existe um mundo com oportunidades infinitas para todos. Porém, poucos dominam e muitos se deixam dominar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Refletir é viver

Nos últimos dias me deparei com a infeliz notícia da aposentadoria dos campos de um dos meus ícones de superação e persistência do meio esportivo profissional. No que diz respeito a isso, tudo bem, ele não foi o primeiro e com certeza não será o último a pendurar as chuteiras na flor da idade. A análise que faço vai mais além. Com a surpresa da notícia passo a ter mais consciência do impacto que o curso natural da vida exerce sobre todos nós humanos falhos e fracos. Lembro que na meninice vi deslumbrada esse fenômeno (ele posteriormente recebeu essa definição) atingir o apogeu bólido do estrelato esportivo. O vulgo fenômeno saiu da pobreza e se tornou por alguns anos a personalidade mais conhecida do planeta, isso sem citar o número de zeros que foram acrescidos a sua conta bancária. Porém, nem tudo na vida são flores e, a ascensão deslumbrante do astro esportivo sofreu algumas perigosas quedas. Algumas físicas que comprometiam seu rendimento dentro de campo e, outras pessoais e reparáveis. O que fica são as coisas boas e esse ícone futebolístico se despede com mais glórias e conquistas do que tropeços e quedas. Mas, para mim, em particular, a maior delas foi ser exemplo de integridade e boa conduta ao assumir um filho de nacionalidade diferente da sua e de uma relação extraconjugal.
 Mas, como todo o resto das coisas segue adiante, voltemos para cá e, nós que somos simples mortais também continuamos em nossa sutil e deturpada visão atemporal de nossas vidas medíocres. Ao nos depararmos com morte é que alcançamos mais a vida. Ao enfrentarmos perdas nos damos conta de que as lutas são imprescindíveis. Após as quedas damos os maiores passos em direção as melhores conquistas. Ao atingir o ápice percebemos que o céu é o limite.
Então, me pergunto todos os dias, qual o real sentido da vida? Até onde nos permitimos viver e até onde fingimos viver? O que ou quem nos limita? Somos donos do nosso destino ou é mais fácil achar que somos e não questionar a quem servimos? Eis meus caros – se é que alguém lê essas asneiras despretensiosas e insanas – as questões do ser ou da ausência dele em alguns parasitas que conhecemos tão bem e que nos sugam a energia diariamente. A falta de coragem para questionar o que é melhor para si é o que satisfaz nossa sociedade contemporânea hipócrita e nos inclina a viver uma vida de mentiras e futilidades com a maximização do ter e a minimização do ser. Conhecer 1% de seres pensantes é o suficiente para me fazer acreditar em dias melhores vindouros.

Eu quero que você fique bem... Viva momentos maravilhosos e sinta sensações inebriantes... Quero que seja uma pessoa feliz, realizada e satisfeita... Não quero que sofra ou se limite.

O estereótipo não é tudo... Muitas vezes ele engana a tudo e todos... Dentro existe um lado trabalhado todos os dias...
E superar pessoas e momentos não é uma tarefa muito fácil!

Me deixa feliz por saber que você tem a coragem para questionar... E, desse modo, se encontrar.
Só acha quem procura.

Sentimentos

No final das contas tudo e todos são movidos por paixões...
Paixões ardentes e envolventes com início, meio e fim.
Nada é mais ou menos do que parece ser.
As coisas simplesmente são.         
Uma brisa suave de um vento de verão.
O clarão azulado da aurora de uma manhã esplêndida.
A poesia que brota da solidão.
O sabor inebriante do novo.
As velhas conquistas que já não envaidecem.
A doce sensação de saber que está livre para realizar.