Nos últimos dias me deparei com a infeliz notícia da aposentadoria dos campos de um dos meus ícones de superação e persistência do meio esportivo profissional. No que diz respeito a isso, tudo bem, ele não foi o primeiro e com certeza não será o último a pendurar as chuteiras na flor da idade. A análise que faço vai mais além. Com a surpresa da notícia passo a ter mais consciência do impacto que o curso natural da vida exerce sobre todos nós humanos falhos e fracos. Lembro que na meninice vi deslumbrada esse fenômeno (ele posteriormente recebeu essa definição) atingir o apogeu bólido do estrelato esportivo. O vulgo fenômeno saiu da pobreza e se tornou por alguns anos a personalidade mais conhecida do planeta, isso sem citar o número de zeros que foram acrescidos a sua conta bancária. Porém, nem tudo na vida são flores e, a ascensão deslumbrante do astro esportivo sofreu algumas perigosas quedas. Algumas físicas que comprometiam seu rendimento dentro de campo e, outras pessoais e reparáveis. O que fica são as coisas boas e esse ícone futebolístico se despede com mais glórias e conquistas do que tropeços e quedas. Mas, para mim, em particular, a maior delas foi ser exemplo de integridade e boa conduta ao assumir um filho de nacionalidade diferente da sua e de uma relação extraconjugal.
Mas, como todo o resto das coisas segue adiante, voltemos para cá e, nós que somos simples mortais também continuamos em nossa sutil e deturpada visão atemporal de nossas vidas medíocres. Ao nos depararmos com morte é que alcançamos mais a vida. Ao enfrentarmos perdas nos damos conta de que as lutas são imprescindíveis. Após as quedas damos os maiores passos em direção as melhores conquistas. Ao atingir o ápice percebemos que o céu é o limite.
Então, me pergunto todos os dias, qual o real sentido da vida? Até onde nos permitimos viver e até onde fingimos viver? O que ou quem nos limita? Somos donos do nosso destino ou é mais fácil achar que somos e não questionar a quem servimos? Eis meus caros – se é que alguém lê essas asneiras despretensiosas e insanas – as questões do ser ou da ausência dele em alguns parasitas que conhecemos tão bem e que nos sugam a energia diariamente. A falta de coragem para questionar o que é melhor para si é o que satisfaz nossa sociedade contemporânea hipócrita e nos inclina a viver uma vida de mentiras e futilidades com a maximização do ter e a minimização do ser. Conhecer 1% de seres pensantes é o suficiente para me fazer acreditar em dias melhores vindouros.
Eu quero que você fique bem... Viva momentos maravilhosos e sinta sensações inebriantes... Quero que seja uma pessoa feliz, realizada e satisfeita... Não quero que sofra ou se limite.
O estereótipo não é tudo... Muitas vezes ele engana a tudo e todos... Dentro existe um lado trabalhado todos os dias...
E superar pessoas e momentos não é uma tarefa muito fácil!
Me deixa feliz por saber que você tem a coragem para questionar... E, desse modo, se encontrar.
Só acha quem procura.
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